Sunday, July 15, 2007

Escandaloso, mas genial


A campanha-choque da Comissão Europeia de apoio ao cinema que se faz no Velho Continente inclui excertos de "Le Fabuleux destin d'Amélie Poulain", de Jean-Pierre Jeunet, "Breaking the waves", de Lars von Trier, "La meglio gioventù", de Marco Tullio Giordana, "La mala educacion", de Pedro Almodóvar, "Goodbye Lenin", de Wolfgang Becker, "Head-on" (Gegen die Wand), de Fatih Akin e "The Dreamers", de Bernardo Bertolucci, e custou apenas... 350 euros.

"Let's Come Together".

Saturday, July 14, 2007

Manson fantasmagórico


Depois de iludir o Mundo com inúmeros mitos - recordo-me do das costelas extraídas para auto-felatio -, Marilyn Manson, que já poucos discos vende, virou-se para o cinema. E está mesmo a realizar e protagonizar "Phantasmagoria: The Visions of Lewis Carroll", a história de um escritor assombrado pelo fantasma de uma menina chamada... Alice. O filme é co-protagonizado por Evan Rachel Wood ("Thirteen"), de quem se diz ter sido a autora da ruína do lar composto pelo peculiar cantor e pela não menos peculiar ex-mulher, a burlesca Dita Von Teese. Ainda não há trailer da "obra", com estreia prevista para este ano, mas para já o poster é... mágico.


Uma questão de "pele" a 18 de Agosto


Vencedor de inúmeros prémios, "Mysterious Skin" estreia a 16 de Agosto em Portugal.

Em 1981, em Hutchinson, Kansas, Neil McCormick, um rapaz de oito anos, é abusado sexualmente pelo seu treinador de basebol, e a sua mãe alienada e promíscua nem sequer repara. Entretanto, Brian Lackey, da mesma idade, acorda de uma breve amnésia de quatro horas, com o nariz a sangrar, mas o seu pai negligente não presta a mínima atenção ao sucedido. Brian cresce a acreditar que foi abduzido por extra-terrestres. O homossexual Neil tornou-se chulo. Ao dobrar os 18 anos, Brian conhece Neil, que faz despertar os mais sombrios segredos do passado de ambos.

Wednesday, July 11, 2007

Preview: "Golpe Quase Perfeito"


Estreia a 2 de Agosto em Portugal este "Golpe Quase Perfeito" ("The Hoax"), que muitos auguram como o regresso em força de Richard Gere. E os sempre competentes Alfred Molina e Marcia Gay Harden também povoam o elenco deste filme realizado por Lasse Hallström.

Tuesday, July 10, 2007

Morta, mas mexe com os vivos


Escrito em cinco cenas, "A Rapariga Morta" possui material dramático suficiente para fazer brilhar as suas estrelas: Piper Laurie, Rose Byrne, Mary Beth Hurt, Britanny Murphy e Kerry Washington são as mais cintilantes. Mas, apesar da qualidade do texto e dos desempenhos neste produto independente, sobressai uma certa precipitação na reacção das personagens o que, por momentos, contamina a coerência da obra.


Uma "estranha" tímida, manipulada pela mãe controladora, descobre o cadáver de uma rapariga no terreno adjacente à sua casa. Depois de aparecer na televisão, envolve-se com um empregado de um supermercado adicto em histórias de serial-killers. Aquele pode ser o escape às amarras impostas pela amarga progenitora. Por sua vez, uma "irmã", médica forense, encarregada de despistar e analisar o cadáver, crê que aquela mulher morta poderá ser o membro da família que desapareceu há 15 anos, dissipando-se o fantasma que a persegue há década e meia. Só assim poderá colocar de vez uma tampa no frasco de anti-depressivos e encarrilar a sua vida. Já a "mulher" descobre que o marido, que a abandona com frequência na espelunca bafienta onde vivem, é um serial-killer que esconde as evidências dos crimes num barracão anexo à residência. Por que via optará: o conformismo de um casamento ou o dever perante a Lei? A "mãe" chega à cidade para identificar o cadáver e decide vasculhar o passado da filha. Nestas investidas, descobre uma neta e o amor da vida desta. Por último, a "rapariga morta" fugiu aos abusos do padrasto, tornou-se prostituta e toxicodepente e, numa fatídica noite, apanha boleia de um assassino, para morrer entre árvores e céu e ser, mais tarde, descoberta sem vida por uma "estranha".

Parece confuso, mas ao longo do filme escrito e realizado por Karen Moncrieff, são unidas as pontas. A cineasta constrói histórias de pessoas, densas, enigmáticas e obscuras, cujas vidas são definitivamente afectadas por um único acontecimento: a morte de uma rapariga. As histórias independentes, divididas por separadores, ganham coerência por si mesmas, e nenhuma é igual à outra. É certo que existe algum desequilíbrio: para mim, o segmento protagonizado por Toni Colette, é o mais fraco e, embora pese o talento desta actriz, não deixa de soar a forçado. Já o da "irmã" e da "mulher" são mais empáticos, identificáveis com o que conhecemos da natureza humana. Por outro lado, e talvez porque cada personagem tem direito a apenas 15-20 minutos de ecrã, as suas reacções são precipitadas, o que mina o realismo cru em que está imbuída a obra.

Não obstante, "A Rapariga Morta" é um elegante exercício cinematográfico, humano, despojado de artifícios, onde se dá espaço para que as actrizes respirem. Vale a pena espreitar, nem que seja para que muita gente saiba o que é verdadeiramente representar. 3 estrelitas

Saturday, July 7, 2007

Sessão especial: "Harry Potter e a Ordem da Fénix"

No Millenium Alvaláxia. E para fãs.

Curiosidade: "Os Simpsons"


Depois de um interregno de quatro dias para umas merecidas férias madrilenas, eis uma curiosidade: lembram-se da cerveja Duff de Homer, da boneca Stacy Malibu de Lisa, ou da Squishee de Bart? Estes produtos da imaginação de Matt Groening têm sido, de acordo com a "Rolling Stone" espanhola, produzidas em alguns locais do Mundo e, não sendo massivos, constituem memorabilia para fãs da família amarela. Segundo a conceituada revista, a cerveja do patriarca foi comercializada por um produtor mexicano e tem atraído os adeptos de "Os Simpsons". Vejam o clip, para avivarem a memória sobre a Stacy, uma afronta à decana Barbie. É um dos meus episódios favoritos.

Monday, July 2, 2007

"Manderlay" directamente para DVD


Esta é a estranha e perturbante história da plantação Manderlay.
Após terem deixado a cidade de Dogville para trás, Grace e o seu pai partem em busca de um novo lugar para viver. O seu carro pára por acaso em frente ao portão de Manderlay. Após uma breve pausa para almoçarem, quando estão prestes a partir, uma jovem negra aparece e bate desesperadamente nos vidros do carro. Ignorando os conselhos do pai, Grace segue-a para dentro de Manderlay. Aí encontra um grupo de pessoas a viver como se a escravatura ainda existisse e resolve que tem de fazer alguma coisa para mudar a situação.


Esta é a sinopse do curioso "Manderlay", de Lars Von Trier, que sai directamente em DVD via Atalanta Filmes/FNAC, depois de sucessivos adiamentos na sua estreia cinematográfica em Portugal. É pena que a distribuidora de Paulo Branco não tenha investido neste filme como fez com "Dogville". O DVD inclui, como extras: · Entrevistas a Lars Von Trier, Bryce Dallas Howard, Danny Glover, Isaach de Bankolé, Willem Dafoe, Lauren Bacall, Joseph Mydell, Anthony Dod Mantle (director de fotografia), Vibeke Windelov (produtora) · Cannes 2005


Sunday, July 1, 2007

Ante-estreia: "No Mundo das Mulheres"


Um escritor de soft porno destroçado com o fim de uma relação, procura conciliar-se com o passado junto da avó. Mas a sua chegada vai mudar as vidas de três mulheres que vivem do outro lado da rua: o clã Hardwicke, encabeçado pela reaparecida Meg Ryan. "No Mundo das Mulheres" estreia em Portugal a 5 de Julho.

Ante-estreia: "Vitus"


Está prestes a estrear nas salas nacionais "Vitus", uma pequena pérola multipremiada vinda da Suiça, sobre um rapaz especialmente dotado para o piano, que segue as suas próprias pisadas depois de anos a ser manipulado pelos ambiciosos progenitores.

Friday, June 29, 2007

Pérolas do Ano I: "As Vidas dos Outros"


Aproveitando a reposição das grandes obras cinematográficas estreadas em Portugal entre Junho de 2006 e este mês, nas salas Medeia, tem início esta secção semanal, uma espécie de tributo ao que de melhor vi nos cinemas no último ano. A abrir, o obrigatório "As Vidas dos Outros".

Poucos filmes são capazes de recriar o ambiente nostálgico de um passado tão recente como este "Das Leben der Anderen". Nem de abordar um época turbulenta em termos políticos e sociais com tanto rigor e humildade. O filme de estreia do alemão Florian von Donnersmarck é um marco na cinematografia europeia, principalmente por conseguir aproveitar a História do seu País, sem devaneios nem fogo-de-artífico, trazendo ao grande ecrã um filme terrivelmente sincero. Assim como nós já deviamos ter feito sobre o Estado Novo e a opressão da polícia política e, acima de tudo, sobre as suas vítimas, numa altura em que Salazar virou mito para uma sociedade dotada de uma memória tão débil.

Um dramaturgo (Sebastian Koch) e uma actriz (Martina Gedeck) da Alemanha de Leste vivem um romance que teria tudo para dar certo, não fosse o primeiro pertencer a uma certa elite intelectual revolucionária, e a segunda alvo de desejo de um ministro da Cultura. Quando a luxúria dá lugar ao despeito e à vingança, o escritor passa a ser vigiado por um agente (excelente Ulrich Mühe, sósia de Kevin Spacey) de uma Stazi omnipresente e omnipotente, que faz da tortura instrumento de captura. Mas em cada rebanho, há uma ovelha tresmalhada. E, naquele caso, um homem capaz de desobedecer pela auto-consciência. E por amor.

Vencedor do Óscar de Melhor Filme Estrangeiro, "As Vidas dos Outros" começa com um perturbador interrogatório que rapidamente resvala para a tortura. Numa sala de aula, um professor explica aos seus alunos, com recurso à gravação daquele episódio, que a coacção é o único meio de obter a desejada confissão. Naquele momento, concluímos aquilo que manuais escolares ou filmes como "A Lista de Schindler" já nos ensinaram: a humanidade está equipada com os mais requintados mecanismos de crueldade. Mas o que poderia ser apenas mais uma obra em traços gerais sobre a ditadura é, acima de tudo, uma história sobre pessoas. E de como um romance - ou qualquer relação entre homens - pode ser tão vulnerável e estilhaçável se não existir liberdade, principalmente a de expressão.

"As Vidas dos Outros" é também uma lição: de como um organismo, uma instituição como a Stazi, polícia política comparável à nossa Pide, é feita de homens, não uma máquina imune à emoção. E de como um único homem pode mudar aquelas vidas, mesmo sujeito aos entraves hierárquicos. O filme de Donnersmarck desenvolve-se sem pressa, entranhando-se nos espectadores, fazendo-os viver ou reviver uma época onde cada lar poderia estar armadilhado com microfones, instalados com um único propósito: comprometer a nossa existência. E, acima de tudo, fazendo-nos abanar a cabeça de incredulidade. E, assim, concedermos o devido valor à dádiva de podermos conversar abertamente na nossa sala, sem termos de ligar a aparelhagem no máximo. 5 estrelitas

Quero ser um Tranformer!


Sabem como é que decorreram os castings para "Transformers"?
Ora vejam lá...

Monday, June 25, 2007

Transformers no Second Life


Numa iniciativa inédita, a Paramount Pictures apresenta "Transformers" no ciberespaço, mais concretamente no "Second Life", a tal vida paralela que até dá dinheiro e que, diz-se, constitui o embrião da net do futuro. Basta clicarem aqui para assistirem à conferência de imprensa sobre o filme, em ambiente virtual (na foto).


Fantasporto precisa de ajuda


Que tal exercemos pressão sobre os organismos estatais que negligenciam consecutivamente a Cultura e, neste caso, só um dos mais importantes festivais de cinema do Mundo?

O Fantasporto encontra-se actualmente numa posição muito complicada no que se refere aos apoios do Estado ao Festival. O mais antigo festival portuguêsde cinema de imagem real e imagem de marca, via Turismo de Portugal no estrangeiro, vai ficar sem saber as verbas com que pode contar vindas doEstado Português numa altura muito próxima do início do certame. Normalmente, a primeira parcela do apoio que lhe é atribuído via ICA surge nesta altura do ano e, até este momento ainda não fecharam as candidaturas dos eventos cinematográficos ao Ministério da Cultura.

Só no final de Julho é que as propostas poderão vir a ser analisadas por um júri nomeado pelo ICA que atribuirá as verbas que entender a cada evento por ele considerado merecedor de apoio do Estado.O Fantasporto já se dirigiu às Exma Sra Ministra da Cultura, abordou o tema com o Exmo Sr. Secretário de Estado e deu conhecimento ao Exmo Senhor Presidente da Direcção do ICA das suas preocupações dado que a verba doEstado é fundamental para a segurança do evento. Note-se que o Fantasporto recebe há já mais de 6 anos a mesma verba do Estado, situação que lhe parece injusta tendo em conta a enorme evolução do certame e os investimentos que tem realizado no evento.

Por outro lado, é importante referir que o garante da continuidade do Fantasporto neste momento é a UNICER/Super Bock que ao patrocinar o festival durante três anos, garante um suporte financeiro fundamental para a realização do evento. Na edição de 2008 manter-se-á, na Praça D. João I a tenda multimédia, conforme pré-acordado com a Câmara Municipal do Porto e que alarga a presença do festival no centro da cidade com a utlização diária do Teatro Sá da Bandeira.

O Festival Internacional de Cinema do Porto regressa em 2008 para a 28ª edição, entre os dias 25 de Fevereiro e 9 de Março, nos Teatros Rivoli e Sá da Bandeira bem como em algumas salas de cinema em centros comerciais do Litoral Norte do país. Num acordo feito com a Lusomundo Audiovisuais o Fantasporto vai chegar a mais salas e mais longe. Vão ser utilizadas cinco salas de cinema, uma por cada centro comercial do Grande Porto, podendo ainda o acordo englobar salas de cinema em centros comerciais de Braga e de Aveiro. A ideia nasceu de um repto lançado pelos vereadores da cultura dasautarquias da Área Metropolitana do Porto, no sentido do Fantasporto serealizar nos vários municípios em redor da cidade.

Fonte: Cinema Novo CRL, organizadores do Fantasporto

Sunday, June 24, 2007

Originalidade sobrenatural



Um é habitado por vampiros, o outro por fantasmas... Um é um clássico de um mestre do terror, estreado há quase uma década; o outro duvido que ascenda a tanto, e estreia na próxima semana nos EUA... Mas, nos posters, são praticamente iguais.

Sabe tudo aqui

Google