Friday, August 17, 2007

Burla!


Esqueçam, pelo menos parcialmente, o que leram no post anterior. O "site" Simpsonize Me, um golpe publicitário do Burger King, permite pouco mais do que criar um avatar a partir de uma foto de rosto. Quanto à propalada interactividade com o universo da família amarela, resume-se a uma "visita de médico" por meia dúzia de cenários... sem personagens à vista. Fica a minha pose no estúdio do Krusty, acompanhado pelo meu canito.

Simpsonize me!


Tal como no jogo «Second Life», também já é possível viver dentro da cidade de Springfield e ter o formato das personagens da história dos Simpsons através do site da série Simpsonize Me.


Com um pouco de paciência e uma fotografia de rosto com 640x480 pixels, nos formatos JPEG, JPG e PNG é possível iniciar a transformação. É também preciso preencher uma lista de características para adaptar a partir da fotografia. Assim, é possível trocar as roupas dos bonecos e assumir diversas poses.

Leva algum tempo para conseguir fazer um «avatar» que seja a transição entre a sua imagem real e a de uma personagem da série, mas no final vai poder conviver no mundo virtual de Springfield com todos os seus habitantes. Para além das cerca de 300 personagens também tem liberdade para criar uma imagem animada sem ter que se basear na imagem de nenhum dos residentes da cidade.

A série convida-o a fazer uma viagem ao seu cenário passando pelo bar do Moe, onde Homer e os seus colegas de trabalho bebem umas cervejas, pelo supermercado do Kwik, a casa da família Simpson e outros locais onde convivem as personagens.

A série de Matt Groening, que começou a ser exibida em 1989, tem hoje um sucesso mediático que já ultrapassou a televisão. Com Homer, Marge, Bart, Lisa e Maggie, Groening quis retratar o comportamento humano, a sociedade e o modo de vida norte-americano de forma humorística.
Mais de 200 mil pessoas já aderiram à experiência e fizeram a metamorfose para se tornarem moradores oficiais de Springfield e entrar no jogo. O modelo tradicional da série é a cor amarela, mas ninguém fica de fora: também há opções para o oriental, branco, moreno ou negro. O jogo certamente manterá o clima de anarquia total com que ficou caracterizada a série.
Fonte: Portugal Diário

Spike Lee filmou "Katrina"

O realizador norte-americano Spike Lee questionou hoje a capacidade da cidade de Nova Orleães para recuperar da devastação sofrida há um ano, depois da passagem do furacão "Katrina", noticia a agência Lusa.

Spike Lee, que qualificou como «um crime» a resposta do governo à tragédia, passou quase um ano em Nova Orleães para filmar o documentário «Quando os diques rompem: Um Requiem em quatros actos», que estreia hoje na cidade.

«O que aconteceu aqui foi um acto criminoso. A devastação não foi apenas causada pela Mãe Natureza. Gostaria de ver alguém na prisão por causa disto», protestou o realizador. Segundo Spike Lee, os habitantes da cidade pedem acima de tudo liderança e um plano para recuperar Nova Orleães.

O furacão «Katrina» atingiu Nova Orleães em 29 de Agosto de 2005, inundando 80 por cento da cidade e causando mais de 1.300 mortos.

O realizador, de 49 anos, já dirigiu mais de 20 filmes, o último dos quais foi "Inside Man" (O Infiltrado), considerado um melhores de 2006.
Para quem não sabe, Lee já está a trabalhar na sequela de "O Infiltrado", com estreia marcada para 2008.

Thursday, August 16, 2007

Ratazana recordista


Uma boa notícia para o pessoal da Pixar:
O filme Ratatui foi visto em Portugal, só no dia de estreia, por mais de 42 mil espectadores.
O filme das aventuras do rato Remy tornou-se na melhor abertura, de um filme de animação, em Portugal (Box Office/Espectadores) ultrapassando cifras históricas de anteriores maiores sucessos em Portugal como «À Procura de Nemo», «The Incredibles: Os Super-Heróis», «Carros», «Ice Age 2» e «Shrek O Terceiro».

Fonte: Iol.pt
Eu vou ver em breve e aqui ditarei a minha sentença.

Dia das Bruxas único


Michael Myers visto por Rob Zombie. Estreia a 31 de Agosto nos Estados Unidos.


Wednesday, August 15, 2007

Fujam deste filme!


O único atractivo de "Turistas", de John Stockwell, que estreia a 23 de Agosto em Portugal, é a pequena participação de uma actriz (!) portuguesa, Olga Diegues, que interpreta uma viajante... nórdica. Pelo que tenho lido, a rapariga foi escolhida enquanto fazia férias no Brasil, país onde decorre a acção. Crítica e espectadores têm sido implacáveis com este pseudo-terror gore: "ridículo" e "idiota" são os adjectivos mais frequentes. Não digam que não avisei.

Gere strikes back... in war!

Richard Gere repórter de guerra? Numa missão para encontrar o mais procurado criminoso bósnio? Baseado numa história verídica? Hummmm... cheira-me a flop. A 21 de Setembro saberemos se o antigo gigolo ainda funciona no box-office.



Tuesday, August 14, 2007

Ratatui anti-pirataria


Ratatui, que estreia a 15 de Agosto em Portugal, quinta-feira, alerta para os malefícios do DVD pirata.

Monday, August 13, 2007

Indiana 4 já mexe... e bem

Estreia no "Memorial Day" de 2008 a nova aventura da saga "Indiana Jones". É certo que Harrison Ford perdeu o fulgor e a juventude de antigamente, que as técnicas cinematográficas e de efeitos especiais evoluiram de tal forma que podem apagar o carisma da aventura e que Sean Connery recusou - sabiamente, talvez - o papel de patriarca. Mas já há site, periodicamente actualizado com vídeos onde produtores, elenco e realizador conversam sobre a reunião da equipa ou... o estado do tempo. Ora vejam.

Trailer: "The Invasion"

Com Nicole Kidman e Daniel Craig, de Oliver Hirschbiegel. Estreia a 17 de Agosto nos EUA. Para mais vídeos, cliquem aqui.

Reese, devolve o Óscar!


Chegou ao final a segunda votação "Movies: Confidential". Sem surpresas, Reese Witherspoon reuniu a maioria dos votos na escolha do Óscar mais mal entregue dos últimos 15 anos. Segue-se Nicolas Cage, na minha opinião um canastrão sobrevalorizado (é sobrinho de quem é e está tudo dito) e os conterrâneo Nicole Kidman e Russell Crowe (um pé de chumbo da representação) ficaram empatados. Para espanto meu, Julia Roberts não teve um único voto. Pensei que alguém partilhasse da opinião do seu irmão Eric que, a propósito da sua vitória por "Erin Brockovich", sublinhou que a mana só tinha recebido a estatueta por causa do wonderbra. É um comentário ressabiado e mesquinho, sem dúvida, mas eu concordo.

Os resultados finais:

  1. Reese Witherspoon, 27%
  2. Nicolas Cage, 22%
  3. Nicole Kidman, 16%
  4. Russell Crowe, 16%
  5. Gwyneth Paltrow, 11%
  6. Jennifer Hudson, 11%
  7. Jamie Fox, 11%
  8. Hillary Swank, 5%
  9. Julia Roberts, 0%
  10. Judi Dench, 0%
  11. Charlize Theron, 0%

Sunday, August 12, 2007

Criatura! (crítica)


"The Host: A Criatura", que reúne quase todos os géneros cinematográficos possíveis é, muito provavelmente, um dos melhores - se não mesmo o melhor - filme de monstros alguma vez produzido. Principalmente, por ter sido concebido fora do universo anglo-saxónico, podendo assim espraiar-se nos detalhes tantas vezes esquecidos.

Em virtude do despejo negligente de formol no rio Han, em seis anos cria-se no leito daquele curso de água uma criatura monstruosa, comedora de homens, que surge um belo dia à superfície para colocar de pantanas uma comunidade pacata. Um pai solteiro vê a filha ser arrastada pelo ser mutante e, nessa mesma noite, já o velório feito, recebe uma chamada da menor: encontra-se algures num esgoto, onde o monstro vai depositando as suas vítimas. Com a ajuda do pai e dos dois irmãos, segue no encalço da criança e, ao mesmo tempo, é obrigado a enfrentar o Governo e as autoridades, convictas (?) de que a família está infectada com um vírus.

Oscilando entre o drama familiar e o thriller, brilhantemente doseado com humor, "The Host" nunca chega a ser um "scary movie", não obstante um ou outro pulo na cadeira. A tensão está lá, mas é sabiamente entrecortada por momentos ternos, episódios delirantes e crítica social. E, principalmente, prolífero em "calduços" aos norte-americanos, retratando-os, para gáudio do espectador, de suscitadores extensivos e descarados de paranóia colectiva por motivos puramente económicos. Até a alusão à gripe das aves (onde é que ela anda, by the way?) serve para descrever um país capaz de criar histeria fora das suas fronteiras.

O monstro, que reúne um certo misticismo asiático (as barbatanas fazem lembrar carpas-koi, o dorso um dragão), é um verdadeiro triunfo técnico. O bicho mexe-se com uma naturalidade inquietante - foi o próprio realizador quem concebeu os seus movimentos, como se de um actor se tratasse -, sendo particularmente interessante a forma atabalhoada como se move em terra pois, apesar de anfíbio, não é o seu habitat corrente. O quinteto de actores principais, onde se inclui a miúda, são intensos, engraçados, comoventes e interagem com a criatura como se esta estivesse presente. Têm fome, cansam-se, precisam de beber - aquilo que nunca vemos no cinema ameriano. O rosto asiático, particularmente "dotado" para o suspense, atinge aqui níveis superiores. A atmosfera criada por uma fotografia cinzenta e baça, húmida e lamacenta, quase se funde no mutante. Depois disto, espero que não venha por aí nenhuma sequela, nem o remake das américas, pronto a dar cabo do encanto. 4 estrelitas

Wednesday, August 8, 2007

Lelouch en Paris... e a grande velocidade

Em 1978, o realizador francês Claude Lelouch ("Uns e os Outros", "Robert e Robert", "Aventura é Aventura") montou uma câmara na dianteira de um Ferrari 275 GTB e pediu a um corredor de Fórmula 1 que atravessasse o coração de Paris a velocidades que rondam os 225 kms/h, sem olhar a sinalizações, nem a peões. Foi detido aquando da estreia da curta-metragem, exibida sem montagem, para ser posteriormente libertado. Este é o resultado. Trepidante, no mínimo.

Friday, August 3, 2007

Português iluminou "Ratatui" !


"Na maior produtora de cinema de animação do Mundo, a Disney/Pixar, trabalha um portuense. Afonso Salcedo iluminou o universo de “Ratatui”, a última fantasia do estúdio. E não quer ficar por aqui.

Quando se sentar numa sala de cinema para assistir a “Ratatui”, filme de animação que estreia em Portugal a 15 de Agosto, atente nos brilhos, nas sombras e na luz. Detenha-se no reflexo dos copos e dos tachos, no brilho da chama do fogão, na repugnância do lixo, nas vielas sombrias de Paris, onde decorre a história. É que toda esta atmosfera, milimetricamente delineada, tem dedo português. O portuense Afonso Salcedo é um dos elementos do fulcral departamento de iluminação da Disney/Pixar, o gigante responsável por alguns dos filmes de animação mais rentáveis de todos os tempos: “Os Incríveis” e “À Procura de Nemo”, para citar os mais recentes. “Ratatui” é o último produto a sair desta fábrica de fantasia, e um dos mais aclamados do seu extenso e bem sucedido “portfolio”. Só nos Estados Unidos, já rendeu 180 milhões de euros e a crítica tem sido unânime em considerá-lo como umas da melhores obras do estúdio.

No centro nevrálgico desta indústria milionária, Afonso Salcedo é o único português a contribuir para a criação desta fábula que junta homens a ratazanas, por computador, mas a mimetizar a vida ao pormenor. Aos 28 anos, a residir em São Francisco há três, o artista demora uma hora de metro a atravessar a cidade da Golden Gate, a ponte-gémea da 25 de Abril, para abraçar um trabalho de sonho na periferia da metrópole da costa Oeste dos Estados Unidos. “Não há um único dia em que não me sinta sortudo por trabalhar aqui”, diz ao “T&Q”. A ascensão foi vertiginosa. Em Londres, onde estudou, esteve responsável por tarefas “de escravo” na produção dos mega-êxitos “Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban” e de “Tróia” – “uma experiência incrível”, onde travou conhecimento com gente influente da indústria. Depois, rumou a São Francisco. Sempre com a ambição de um dia atravessar as portas da Pixar. “Nunca pensei que começasse tão cedo”, admite.

Os dois “blockbusters” que trazia no currículo aguçaram a curiosidade dos patrões da produtora e rapidamente começou a trabalhar. Primeiro, nos retoques do filme “Cars” – o “rendering”, na linguagem cinematográfica”–, depois a criar os ambientes através da luz, já em “Ratatui”.“O departamento de iluminação é um dos últimos a intervir num filme de animação. Depois de criados os desenhos, as imagens passam para nós. Criamos luzes, reflexos, sombras, de forma a criar o ambiente final. Temos um director de fotografia, e eu estive sempre à beira a mostrar o trabalho. Recebemos críticas ou orientações constantes: nesta cena, temos a personagem feliz, portanto tem de estar mais colorida”, explica assim a sua função.

Há poucos empregos onde a criatividade é constantemente estimulada, e Afonso tem consciência disso. “Recebemos muitos mimos, tratam-nos bem. Somos motivados a praticar desporto, temos campo de futebol, basquete e piscina. Existe ainda a Pixar University, onde se pode frequentar aulas de cinema, arte ou cerâmica, para evoluirmos como artistas. Temos uma série de regalias para termos motivação”, diz. “E também massagens”, acrescenta, entre risos.Sendo o único português no seio de uma equipa multicultural, acabou por transformar-se num embaixador do País que já só visita uma vez por ano, “para dar um olá aos pais”. “Perguntam-me muito sobre Portugal. Amigos da Pixar já foram aí por minha causa. Sou o único português a trabalhar cá, há bastantes brasileiros e de outras nacionalidades, mas acabou por criar-se um bom ambiente de trabalho. No Mundial, juntamo-nos e estamos todos a torcer pelos nossos países. E por Portugal, claro”, conta.
De cá saiu há dez anos, depois de concluído o ensino secundário na Escola Fontes Pereira de Melo, no Porto. Bastou-lhe assistir a um filme, “O Abismo” (1989), de James Cameron, conhecido pelo inovador efeito de um tentáculo de água, criado digitalmente, para ter a certeza de que era aquilo que pretendia fazer para sempre. Depois, estudou e aperfeiçoou-se em universidades de Londres e Southampton. A saída de casa em direcção ao desconhecido não apoquentou os pais, que continuam a residir no Porto. “Sempre me apoiaram, foram a força maior”. E até já têm a noite de 15 de Agosto planeada: a família vai em grupo assistir à estreia de “Ratatui”, em Portugal.

Afonso, que já visionou a obra uma dezena de vezes, também tem ido às salas para observar a repercussão do seu trabalho. “O que eu mais gosto é de ir ao cinema e ver a reacção das crianças ao filme onde trabalhei. Como o vi várias vezes, fico habituado e não penso na reacção do espectador”.E mal pode esperar para ver o original com dobragem portuguesa. “Deve ser engraçadíssimo, conheço tão bem o filme em inglês, queria ver como é que as piadas foram adaptadas”, diz.Enquanto palmilha um longo caminho para chegar a director de fotografia, vai expondo os seus instantâneos, outra paixão, em cafés de São Francisco. Procura nas fotos “inspiração” para “desenvolver ainda mais a observacao de como a luz cria ambiente e emoções numa imagem bidimensional”, como descreve numa página da Internet onde colocou os seus trabalhos.Regressar a Portugal já é um cenário descartado. “A trabalhar em produções destas, é difícil arranjar tempo. E já não me vejo a viver noutro sítio”.

in "Tal&Qual", edição 03 de Agosto

Thursday, August 2, 2007

O "nosso" Daniel Silva em filme

Daniel Silva, autor de mais de uma dezena de best-sellers, é um dos mais aclamados escritores de espionagem da actualidade. Asseguram os críticos que está ao nível de Graham Greene e John Le Carré. E é luso-descendente. Daniel, de 44 anos, foi adoptado por um casal de imigrantes açorianos e deve ter recebido uma educação exemplar, tão provecta e elogiada é a sua actividade como escritor.

Pois bem, Dan Brown, rói-te de inveja até ao artelho. A Universal Pictures adquiriu os direitos de sete livros de Daniel Silva, para a sua adaptação cinematográfica e vai começar com "O Mensageiro". O filme será realizado por Pierre Morel, que está a terminar a rodagem de "Taken", com Liam Neeson, sobre um antigo espião obrigado a desenferrujar quando a sua filha é raptada.


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