Saturday, December 29, 2007

"The Happening": o poster


We've Sensed It. We've Seen The Signs. Now... It's Happening.

"Eu Sou a Lenda": a crítica


A entrega de Will Smith e uma realização no fio da navalha são os principais predicados de "Eu Sou a Lenda". No entanto, este thriller de ficção científica apocalíptico e submerso numa tensão constante não deixa de ser unidimensional - muito diferente da mensagem da novela que lhe deu origem.

Em 2012, três anos depois de encontrada a suposta cura para o cancro, a Humanidade foi condenada pelo vírus primariamente apresentado como salvador. Homens, mulheres, crianças e animais são agora uma espécie de "vampirozombies" que se alimentam durante a noite. Todos, excepto um indivíduo, o cientista e militar Robert Neville e a sua cadela, Sam. Naquela existência solitária controlada pela luz do dia, o último homem na Terra tenta incessantemente descobrir o antídoto para o vírus.

"Eu Sou a Lenda" é uma adaptação demasiado livre do romance de Richard Matheson, desprendendo-se do conceito original. Em "The Omega Man", o filme da década de 70 em que Neville é Charlton Heston, a adaptação fiel conta a história de uma sociedade contaminada por um vírus, organizada e hierarquizada, que vê na personagem principal uma ameaça contra esta nova forma social. Ele é, portanto, o monstro. Em "Eu Sou a Lenda", os infectados são seres quase acéfalos (embora liderados) e não há qualquer indício ao longo da história de que estes encarem o cientista como um perigo para a sua existência. Perseguem-no guiados pelos seus instintos mais básicos, os de protecção da matilha e da alimentação. É certo que esta abordagem pode ser mais interessante cinematograficamente (até porque ainda recentemente, "A Invasão" tinha um argumento semelhante à novela "I am Legend") e permite criar um clima de tensão mais apurado e cenas de acção mais trepidantes.

Mesmo assim, ou não fosse esta uma história apocalíptica, residem aqui múltiplos ingredientes bíblicos: a perda de fé e o seu reencontro ou a dizimação para a renovação (o dilúvio), por exemplo. Neville, uma espécie de Noé sem arca, tem nas suas mãos o futuro da Humanidade.

Os efeitos CGI servem a história sem a sufocar, mas não se entende o recurso ao digital no que diz respeito aos Noctívagos quando obras recentes (lembro-me de "A Descida") utilizaram eficientemente actores e caracterização para interpretar monstros daquele tipo, imprimindo-lhe outro nível de realismo. O resultado são seres com movimentos demasiado velozes, tipo Homem-Aranha, subtraindo alguma credibilidade. O mesmo não sucede na composição de uma Nova Iorque em ruína. No que diz respeito ao protagonista, Will Smith está como o vinho do Porto e prova que é um dos melhores actores norte-americano da sua geração. Não é comum, num filme do género, uma personagem tão profunda, a oscilar entre a vulnerabilidade, a loucura e a coragem. 3 estrelitas

Tuesday, December 18, 2007

Hancock, super-herói do box-office


"I Am Legend" arrecadou uns gigantes 77 milhões de dólares no fim-de-semana de estreia. Will Smith, "one man show" neste filme, arrisca-se a tornar-se o mais rentável actor norte-americano em actividade. "Hancock", o seu próximo filme, estreia em Portugal a 3 de Julho de 2008, e já tem teaser. Quanto valerá nas bilheteiras? Muito. Ora vejam...

Monday, December 17, 2007

10 000 B.C. ou 20 000 Léguas Submarinas?


É impressão minha, ou Roland Emmerich quer repetir o "feito" de "Waterworld"?

"Promessas Perigosas": a crítica


David Cronenberg é, muito provavelmente, o mais multifacetado realizador norte-americano. Depois do arrojo temático de "A Mosca" e das fantasias esquizofrénicas de "Exystenz" e "Festim Nú", o cineasta pisa há dois filmes (contando com "Uma História de Violência") o terreno muitas vezes pantanoso do cinema clássico, mesmo que duro e árido. Mas em "Promessas Perigosas", o autor confere-lhe um toque de ternura e romantismo. Algo inusitado em Cronenberg. Mas lá que resulta...

Há uma cena em "Promessas Perigosas" de carácter antológico: uma sequência de luta numa sauna londrina, em que o soberbo Viggo Mortensen (dêem-lhe o Óscar, por favor), totalmente desnudado, se esfola para se manter vivo perante dois membros da máfia russa. Esta cena é ilustrativa do cuidado cénico de Cronenberg, que coreografou a cena sem recorrer a duplos para lhe creditar crueza e realismo. O resultado é espantoso aos olhos do espectador: a sequência não só se delonga em detalhes, como mostra um protagonista que sofre. E bem.

Nesta história sobre pecado e redenção, sobre nascimento e morte (físico e da alma), em que uma parteira descobre o que não devia sobre os meandros da máfia russa em Londres, há quase sempre um prenúncio de tragédia, da sequência inicial à final. Logo a abrir, um barbeiro corta o cabelo a um cliente russo. O sobrinho, com um atraso mental, entra a tiritar pelo estabelecimento e olha em desespero para o tio. Só esse olhar já é o anúncio de que algo vai acontecer e o espectador tem de estar preparado para o que ali vem. A técnica é usada ao longo de todo o filme, mesmo quando as nossas expectativas saem frustradas. Cronenberg faz-nos acreditar, mesmo quando é aparentemente previsível, que a história toma o rumo que imaginámos.

Deixem-me falar-vos dos actores: para terem uma ideia da entrega de Viggo Mortensen ao papel do misterioso motorista do filho do "padrinho" do clã que, muito certamente, lhe valerá no mínimo uma nomeação para os prémios da academia, fiquem a saber que este viajou a Moscovo, Sampetersburgo e aos montes Urais sozinho, embrenhando-se numa cultura e numa língua estranhas. Aprendeu o dialecto siberiano e decorou as suas falas em russo e ucraniano. Sorveu praticamente tudo o que havia para sorver sobre os "vory v zakone" (um grupo da máfia russo). O resultado é uma composição perfeita. Naomi Watts, que não tem o peso do filme ás costas, é como sempre excelente, principalmente na interacção com Mortensen. A atormentada personagem de Vincente Cassel é magistralmente representada. Por isso, se há "ensemble cast" digno de registo este ano, ei-lo. 5 estrelitas

Saturday, December 15, 2007

4 minutos de "Cloverfield"


Os produtores de "Cloverfield" querem redefinir o conceito de filme de monstros. Para já, têm o mérito de terem colocado meio mundo cibernético a discutir a temática da obra. Aqui, ficam quatro minutos da mais pura confusão.

Harry igual a ele mesmo


Eis a primeira imagem de "Harry Potter e o Príncipe Misterioso" (tradução portuguesa, ou "Harry Potter and the Half Blood Prince" no original), divulgada pela Warner Bros.

Wednesday, December 12, 2007

Grande em grande


O trailer de "Youth Without Youth", o regresso do grande Francis Ford Coppola.

Tuesday, December 11, 2007

O insólito acontece

Um produtor norte-americano quer fazer o remake de "Metropolis", o clássico de ficção científica da era do mudo que Fritz Lang realizou com meios financeiros sem precedentes para a altura. A obra é ímpar, já foi restaurada, em 2002, por isso não me parece que uma nova versão, recheada de efeitos especiais e CGI possa criar algum interesse junto de uma nova geração. Para mim, Lang já deu umas boas reviravoltas na tumba...





Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull


O poster já cá canta...

Tuesday, December 4, 2007

Há coisas que não entendo...


É inacreditável: Reese Whiterspoon, aos 31 anos, lidera a lista das actrizes mais bem pagas de Hollywood. A loira sensaborona recebe entre 15 e 20 milhões por filme. Seguem-se:

2. Angelina Jolie;
3. Cameron Diaz - recebe 15 milhões por filme, quando não se trata de dar a voz à princesa Fiona de "Shrek": aí, o cheque vem a dobrar;
4. Nicole Kidman - no ano anterior ocupava a segunda posição, mas esta "leading lady" já não é uma bomba no box-office. Por isso, passou a ser paga entre 10 e 15 milhões de dólares;
5. Renee Zellwegger, a receber o mesmo que as senhoras que se seguem, até à Jodie Foster;
6. Sandra Bullock;
7. Julia Roberts;
8. Drew Barrymore;
9. Jodie Foster (excelente actriz, recebe em média menos 3 milhões que as colegas anteriores)
10. Halle Berry - vale 10 milhões.

Para os fãs de Lynch


Edição especial de coleccionador de "Inland Empire", nas lojas a 7 de Dezembro.
PVP recomendado: 22.95€

Sinopse:
A história de um mistério…
Um mistério por dentro de
Mundos dentro de mundos…
Desdobrando-se à volta de
Uma mulher…
Uma mulher apaixonada
E em apuros

Um filme com: LAURA DERN, JEREMY IRONS, JUSTIN THEROUX, HARRY DEAN STANTON

Disco 1: Filme ■ Trailer ■ Capítulos
Disco 2: «Lynch 2» (30 min) ■ «Pretty as a Picture: The Art of David Lynch» de Toby Keeler (75 min) ■ Rui Pedro Tendinha entrevista o realizador e elenco de «Inland Empire» ■ DVD ROM (Dossier e artigos de imprensa, Fotos)

DVD 9; PAL Zona 2; Formato: 1.78:1; Ecrã 16/9 compatível com 4/3; cor; Duração: 172’; Som 2.0 Dolby Stereo; Língua Original: Inglês; Legendas: Português

Monday, December 3, 2007

Actor é mesmo inseguro

A montagem de "Blindness" ("Ensaio Sobre a Cegueira") está praticamente concluída. Fernando Meirelles, escreve no seu blogue, vai debastar o "juntão" de 2h40 para 2h, para poupar o espectador. São 40 minutos para o lixo, mas que a edição em DVD, com uns pozinhos de extras, vai certamente compensar. Sou, e volto a frisar, um leitor ávido de "Diário de Blindness", onde o cineasta brasileiro vai contando pormenores suculentos com aquela insegurança típica dos grandes artistas. E por falar em insegurança, não resisto a registar aqui os comentários do realizador sobre o comportamento de Mark Ruffalo (na foto com Julianne Moore e Meirelles) durante as filmagens:

"A Julianne parece que gostou da meia hora a que assistiu e só achou que estava meio exagerada numa cena em que ela chora. Fiquei de rever o material. O Mark, como era de se esperar, elogiou o que viu, elogiou a Julianne, mas ficou arrasado com sua própria performance. Típico. “Eu disse que você deveria ter chamado o Sean Penn”, falou. De fato algumas vezes, depois de acabarmos uma cena ele dizia: “Acho que o Sean Penn ainda está disponível, não me ofendo se você quiser me substituir”. Uma daquelas piadas que não são totalmente piada. Já vi muita gente culpada na vida, mas o Mark bate todos os recordes. É pior do que eu.Ontem, o Gael (que deu um olé na imprensa brasileira dizendo que tinha voltado para o México, mas ficou tirando umas férias no Brasil) passou na sala de montagem para ver um pouco do filme e depois de elogiar as performances dos colegas me perguntou se algum ator já havia assistido a alguma coisa. Disse que só o Mark e a Julianne haviam visto algumas cenas. “E o Mark achou que estava péssimo, certo?”, perguntou. Risadas."

Certinhos nos Óscares


Três filmes que estão mais que garantidos na cerimónia dos prémios da Academia.

"No Country for Old Men", de Joel e Ethan Coen


"Eastern Promises", de David Cronenberg


"Charlie Wilson's War", de Mike Nichols

Disney ressuscitada


O filme da Disney de que toda a gente fala...

Sabe tudo aqui

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