Sunday, April 15, 2007

2 menos 3, igual a...


Confesso: não consegui assistir a mais de 45 minutos do novo filme de Joel Schumacher. E não é só por estar lá Jim Carrey que, mesmo num thriller dramático, cede aos trejeitos, tiques, sorrisos e oscilações oculares que lhe deram fama. Ele bem tenta conter-se, mas o guião bem recheado de graçolas, escrito provavelmente a pensar em si, saca-lhe da veia.

"Number 23" começa mal, imerso numa profunda confusão, dos movimentos de câmara inenarráveis, num chorrilho de dados históricos forçados sobre a presença do número na História (a fazer lembrar "O Código Da Vinci"). Segue para uma obsessão pessoal, para uma Virginia Madsen demasiado condolente e sorridente, e encaminha-se de mansinho, com uma voz-off omnipresente, para um final tão previsível que raia o ridículo.

Não há nada de memorável neste thriller, no estilo, na forma, na representação, na realização, no argumento. Schumacher, que é capaz do melhor e do pior (lembram-se de "Batman&Robin"?), atravessa agora o deserto do mediano a puxar para o medícore. O seu protagonista, cheio de vícios, não imprime qualquer interesse ao personagem, tão imbecil que instantaneamente nos marimbamos para o seu destino. "Que morra, raios". Por tudo isto e muito mais... uma estrelita.

2 comments:

Anonymous said...

Pois, é sempre um pouco arriscado ir a um filme do Schumacher, que salvo raras excepções - como o muitzo bom "Tigerland" - não é um realiador especialmente recomendável.

Bracken said...

Felizmente, tenho o fabuloso cartão Medeia. :)

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